Substâncias para bochecho: Devemos usar?

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É comum vermos a divulgação de substâncias para bochechos (enxaguatórios ou colutórios) pela mídia e, como consequência disso, sempre nos perguntamos: Devemos utilizá-las? Como utilizá-las? Qual utilizar? A justificativa para uso de bochechos está relacionada com a proteção contra germes (placa bacteriana), proteção dos dentes contra cáries, hálito fresco e proteção da gengiva contra inflamação. Realmente existem vários componentes na fórmula dos produtos que podem exercer esses efeitos. No entanto, isso só acontecerá quando o uso dos bochechos está associado a uma boa higiene oral e à saúde bucal. Os enxaguatórios não atuam sobre a doença estabelecida (seja a doença cárie ou as doenças periodontais) como forma de tratamento. Vale dizer que o mal hálito está frequentemente relacionado com essas doenças e com problemas sistêmicos (problemas gástricos, otorrinolaringológicos, diabetes). Portanto, os colutórios possuem um efeito pontual (logo após o seu uso) sobre o hálito e só ocorre quando o indivíduo tem saúde bucal e não apresenta manifestações sistêmicas que influenciam o mesmo.

Os bochechos, quando empregados nas condições de saúde e boa higiene, podem gerar efeitos positivos como: redução da adesão das bactérias à superfície dental, inibição do crescimento e proliferação das bactérias, redução da formação da placa, modificação da bioquímica bacteriana para reduzir a formação de toxinas e, modificação dos tipos bacterianos, tornando-os menos prejudiciais.

Existem situações específicas que exigem o uso de produtos com efeito antimicrobiano. Essas situações são frequentemente relacionadas a períodos pós-operatórios, em que a higienização fica restrita. Nesse caso, o profissional fará a prescrição da substância correta e da forma e tempo de utilização. Outras circunstâncias também tornam necessário o uso de agentes antimicrobianos: pacientes com dificuldade motora, pacientes com problemas mentais, pacientes hospitalizados e pacientes que apresentam um quadro clínico de grande inflamação, em que o dentista considere necessário o uso da substância. No entanto, cada caso será acompanhado pelo profissional e a forma de aplicação (que pode ser em gel) e tempo de uso serão determinados por ele.

O uso de enxaguatórios deve ser feito sempre com indicação do dentista, pois existem diversas substâncias e cada uma delas tem sua indicação específica. No entanto, esses produtos nunca devem ser usados como substitutos dos métodos de higiene oral! Eles SOMENTE podem ser usados como auxiliares no processo de limpeza dos dentes e estruturas bucais. Desta forma, se o paciente possui saúde bucal e bom padrão de higiene, os enxaguatórios tornam-se dispensáveis e apenas uma questão de preferência.

2017-11-10T23:27:16+00:00

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