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14 set

Relação entre as doenças periodontais e fatores psicológicos (estresse, depressão)

De acordo com o Instituto Americano de Estresse, 80% dos trabalhadores apresentam algum quadro de estresse. Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que a depressão é a desordem mental mais comum e mais 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com ela. As doenças periodontais (gengivite e periodontite) são doenças inflamatórias induzidas pela placa bacteriana que acometem as gengivas e os tecidos de sustentação dos dentes.

A gengivite e a periodontite tem sido associadas ao estresse e a fatores psicológicos. A presença do estresse desencadeia a produção de substâncias importantes, como o cortisol e as catecolaminas (epinefrina e norepinefrina), que levam ao aumento da resposta inflamatória e à redução da defesa imunológica do organismo. Além disso, o estresse psicossocial e/ou a depressão causam alterações no comportamento como higiene oral deficiente, tabagismo e dieta inadequada, que afetam a saúde.

A dieta rica em carboidratos e alimentos macios e a mastigação menos vigorosa favorece acúmulo de placa na região entre os dentes, aumentando o risco de ocorrência de inflamação nessa região. A higiene deficiente, decorrente da falta de motivação associada à dieta inadequada, contribui para a permanência e aumento da inflamação. Normalmente o hábito do fumo aumenta diante de situações de estresse. O tabagismo leva ao aumento do risco por meio da elevação da produção de importantes fatores pró-inflamatórios e da redução de mecanismos de defesa do organismo.

Outro fator importante é acidificação da saliva e a redução do seu fluxo, relacionada tanto à presença de substâncias endógenas liberadas pelo estresse, como pela ingestão de medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. Essas alterações da saliva causam aumento das bactérias nocivas na boca, aumentando a chance de ocorrência das doenças periodontais.

O paciente que apresenta altos níveis de estresse no seu dia a dia e aqueles diagnosticados com depressão, devem fazer um acompanhamento multidisciplinar incluindo abordagens psicoterapêuticas, cuidados médicos e também cuidados odontológicos abrangendo principalmente o tratamento e manutenção periodontal. Desta forma, o paciente estará amparado de forma completa e poderá evitar o surgimento de outros problemas.

 

Dra Mônica Grazieli Correa

Especialista, Mestre e Doutora em Periodontia pela UNICAMP
Pós-doutora em Periodontia pela UNIP
Profª. Titular de Periodontia – UNIP

 

Postado por: Dra Eliana

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